Arquivado em: Celulóide | Tags: Carrie Bradshaw, Crítica, Samantha, Sex and The City
[ATENÇÃO - O TEXTO CONTÊM SPOILERS]
Confesso que quase não li nenhuma crítica sobre o filme Sex and the City antes de ir assistí-lo. Como fã da série, queria ter a primeira impressão sem ser contaminada por outras opiniões. Só ouvi o comentário da minha mãe de que a Veja “meteu o pau” no filme. Não sei quais foram os argumentos deles. Eu não gostei tanto. Mas dizer que o filme foi horrível é um exagero.
O início tem um ritmo meio lento e desajeitado. Parece uma caricatura da série. A Carrie do filme não tem nem um décimo da ironia e do sarcasmo da Carrie do seriado. E a ceninha toda dela sendo largada antes do casamento foi muito forçada. Tá bom que o Big nunca foi muito fã de casamentos. Mas ele era um homem decidido. Eu respeitava isso nele. No fundo ele nunca enganou a Carrie. Ela é que sempre se enganava sobre ele. Ele sempre deixou a posição dele no meio disso tudo. O Big de verdade jamais teria o comportamento de mocinha de dizer: “Please pick up the phone. I need to hear it’s just you and me”. SOOOO not Big!!!
Mas há esperança. Depois que ela é largada finalmente as coisas voltam ao normal. Elas vão para o México e o ritmo das quatro amigas de Manhattan volta à todo vapor. E daí a gente tem um delicioso revival da série até o fim, que é óbvio que é o que todo mundo espera, mas não deixa de ser bem legal.
As roupas, claro, são um show à parte. Ela ter pedido um closet ao invés de um anel de diamantes é TUDO!!! Totalmente Carrie.
Apesar disso achei o filme meio sem sal se comparado ao seriado. Faltou pimenta. Faltou o Sex.
Mas tenho que admitir minhas predileções. Os louros do filme vão todos para Kim Cattrall, com a IMPAGÁVEL Samantha. Ela sempre foi minha personagem favorita. E no filme é a única que se mantêm afinada com a personagem como era no seriado. Samantha é e sempre será Samantha. E a Kim sempre será a mulher que deu o inesquecível discurso, quando ganhou o Emmy: “You have no idea how many men I had to sleep with to get this”. A Kim sempre será dona de parte do meu coração por ter dado vida à Samantha. E a Samantha sempre terá meu eterno respeito por ter uma única e ardente paixão na vida: ela mesma.
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